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O território de um Plugin dentro do WordPress

Imagine que você começou uma loja dentro do WordPress usando um tema fantástico que tinha todas as ferramentas que você precisava, já incluía um módulo de e-commerce embutido e não precisava de nenhuma instalação adicional. Alguns meses depois você quis mudar de layout, trocou seu tema e com ele todos os seus produtos e modificações foram juntos pois eles estavam ligados ao tema. Pensou na frustração?

O conceito de território de plugin, que será explicado nesse artigo, é justamente para explicar como frustrações como essas são evitadas utilizando temas e plugins corretamente.

Introdução

Vamos começar com definição bem simples: plugins são utilizados para adicionar ferramentas ou armazenar informações que não serão perdidas na troca do seu tema, até porque eles – temas – são feitos para serem trocados com frequência. Tanto porque eles podem ser descontinuados de uma hora para a outra como pela mudança do layout. Tenha em mente que temas são responsáveis pela aparência do WordPress e não pelo seu funcionamento.

Temas não podem ser responsáveis por mudanças no core do WordPress, tipos de posts – custom post types -, shortcodes, sliders, taxonomias, metaboxes ou funcionalidades especificas como configurações de SEO. Todos esses pontos que eu mencionei não devem ser perdidos caso você acorde e decida que não gosta mais do layout do seu portal.

Além de explicar isso para vocês como algo correto a ser feito, eu falo por experiência própria. Eu adoro mudar o layout dos meus projetos em WordPress e eu faria isso com frequência se meus clientes deixassem, porque é tão fácil mudar – quando o tema é bem desenvolvido – que eu acabei montando um guarda-roupa de temas. Porém, se em cada mudança eu precisasse recriar todas as funcionalidades que eu tenho em cada projeto, as coisas seriam bem diferentes e mais perigosas também.

Uma bom guia para você que pretende se aprofundar no assunto está no WordPress.org Handbook – https://make.wordpress.org/themes/handbook/. Eu vou procurar alguma versão dele em português, mas deixo a em inglês por agora para forçar você a aprender um novo idioma.

O que deixar fora de um tema

Uma vez que o território de um plugin ficou esclarecido, vamos nos aprofundar um pouco sobre o que não incluir dentro de um tema WordPress. Essa leitura é válida tanto para quem não tem interesse em desenvolver um tema, mas principalmente para programadores iniciantes.

A seção de comentários está aberta para quem discordar de alguma coisa ou quiser adicionar mais itens que deveriam estar fora de um tema.

Mudanças no Core

Nunca faça isso, por favor. Evite aplicar qualquer mudança na função padrão do WordPress em qualquer uma das suas ferramentas dentro de um tema. O principal motivo – que inclusive eu já mencionei no início desse artigo – é pela dor de cabeça que isso causa na troca de temas.

Shortcodes, Sliders e Widgets

Na minha opinião e por já ter passado por isso, reconfigurar seus Widgets é um pé no saco. Principalmente quando você criou um tipo de barra lateral pra cada página ou post e na troca de tem o WordPress não manteve a mesma disposição. O mesmo acontece com os sliders que, se embutidos no seu tema, precisarão ser recriados em outro que pode não ter os mesmos efeitos do antigo e você ficará mais frustrado ainda.

Shortcodes atingem um nível pior. Muitos temas acompanham construtores de páginas – builders – próprios do desenvolvedor ou integrados. Eles são essencialmente shortcodes mascarados com uma interface amigável, logo você consegue construir belos layouts rápidos e sem a necessidade de conhecer a fundos esses pedaços de código. São ferramentas fantásticas, mas devem ser usadas em separado. Na troca de um tema com um construtor agregado você perderá completamente o seu layout e ainda corre o risco de ter um trabalho enorme para separar o que é conteúdo de código.

Um grande exemplo de construtor de layout para WordPress é o plugin Visual Composer – você já deve ter ouvido falar. Note como os temas feitos com esse módulo integram suas funcionalidades de forma correta e se você trocar o tema, mas não retirar o Visual Composer, o seu conteúdo e estrutura não se perderão completamente. Esse é um ótimo exemplo do que faz parte do território de um plugin.

SEO, Cache e Segurança

Não quero perder muito tempo com coisas obvias, mas preferi adicionar esses 3 itens pra minha consciência ficar limpa. Perder o seu ranking SEO, abrir uma vulnerabilidade no seu WordPress ou deletar todo o seu cache – o que prejudica no carregamento rápido do seu portal – porque trocou de tema é burrice.

Fechando a conta

Por fim, lembre-se que nem toda verdade é absoluta. Existem temas especiais que precisarão conter funções especificas, mas precisa ser algo mutante para valer a pena. Um bom exemplo são temas para ensino online – LMS – ou lojas com proposito de crowdfunding.

Mesmo que ambas essas opções citadas possuam plugins que executem perfeitamente o que é proposto, ainda seria necessário integrar o layout do tema a esses módulos e para não-programadores isso pode significar mais trabalho ou um grande gasto. Realmente nessas situações não é uma prática ruim apelar para um tema WordPress especifico.

Sua opinião sobre o assunto é muito bem vinda e se ficou com alguma dúvida sobre a definição do território de plugins, deixe um comentário!

BLING
Daniel Leal

Daniel Leal

Eu já passei dos meus 25 anos e boa parte desse tempo eu estive online. WordPress, Plataformas e códigos são uma paixão grande, mas marketing, conteúdo e empreendedorismo falam mais alto. Eu vivo nesse conflito e escrevo sobre ele!

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